Um criador no anonimato

De Bubista ser conhecida por “terra de mornas” não suscita assim tanta dúvida. De ser o seu berço, é que costuma dividir opiniões.
Assim, não é de se estranhar, pois, que tenha havido nesta ilha, número significativo de compositores, sem os quais, supõe-se, não seria possível que, naquele tempo, houvesse tanta composição. Luís Rendall, comentando a razão por que só começou a dotar as suas músicas de letra depois de ter ido à Boa Vista, justificou o facto com o argumento de ter encontrado na Boavista, o hábito de “cantar na sala de baile”, costume que não era habitual em S. Vicente. Aliás, a morna “Maria Barba” constitui exemplo paradigmático desta prática.

Por outro lado, numa terra onde a serenata quase era, por assim dizer, divertimento e uma tradição, e considerando o carácter que a nortea e a função a que se destina, não revela surpresa alguma falar em criadores na ilha da Boa Vista, muitos até circunscritos ao anonimato, como de resto acontece também com grandes tocadores de violão. Por exemplo, pouca gente conseguiu ainda descobrir que Alírio Almeida é compositor.

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