Entre o sonho e a lucidez

Entre a infografia e a fotografia clássica, Camilo também trabalha com diferentes suportes. “São vários tipos de impressão: sobre o papel clássico para a fotografia, sobre papel plastificado, papel rugoso e ainda sobre tela de alta definição”, explica o fotógrafo.
- À porta dos meus sonhos… para entrar ou permanecer no limiar?
- Depende de quem olha. Eu sugiro, mas quem decide é o espectador.

Longe de ser evasivo, Omar Camilo faz um exercício plástico que, se lançarmos mão de uma metáfora, há-de ser aquele momento entre o sonho e a lucidez. Há viagens entre o real e o imaginário: o embarque é uma opção do outro, daquele que vê. “Uma obra só está acabada quando é contemplada pelo espectador. Ele traz o seu olhar, a imaginação e as suas referências”.
Esta será a segunda exposição do fotógrafo, poeta e realizador cubano em Cabo Verde, desde que chegou, em 2002, para trabalhar na Televisão de Cabo Verde, no âmbito de um intercâmbio cultural entre os dois países. Em 2003, apresentou uma exposição de fotografias bitemática, na Praia. “Os Barcos regressam em silêncio”, uma composição poética sobre os despojos da Praia da Gamboa. Ao lado, um conjuntos de fotografias sobre paisagens e gentes das ilhas, intitulada de “Luz de Cabo Verde”.
A mostra “À porta dos meus sonhos”, patente até 29 de Abril, será acompanhada de um retrospectiva dos documentários de Omar Camilo, sempre às 20h.
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