terça-feira, maio 17, 2005

Mendes Brothers ta kanta Kabu Verdi

Kabu Verdi, bó ten na mi…/ un fidju fiel/ un fidju amanti/prontu na morre pa bó/ num instanti

Seis anos depois de Satélite Zamby, os Mendes Brothers apresentam Kabu Verdi. O sexto disco de John e Ramiro Mendes resume uma carreira assente numa música moderna com o espírito finkadu na tradição musical de Djarfogo, ilha-mãe. Um álbum feito de koladera, bandera e talaia baxu, ao lado do semba angolano, símbolo da ligação do grupo aos ritmos daquele país.

Kabu Verdi é tradição, afirmação, saudade e homenagem. Não é à toa que é dado ao público no ano do trigésimo aniversário da independência nacional. As 12 canções, da autoria dos irmãos Mendes, são escritas em crioulo, com recurso ao Alfabeto Unificado para a Escrita do Cabo-verdiano (ALUPEK). Emblemático, numa altura em que o Estado se prepara para aprovar o kriolu como língua oficial do ensino e da administração pública.

Segundo John, a princípio sentiram um certo receio do ALUPEK. Mas a ajuda da professora Nezy Brito foi preciosa, ao ensinar os Mendes Brothers a escrever e a defender o alfabeto. “É stranhu pa du ta difendé nos kabuverdianidadi, ma du ka ta difendé skrita di nos lingua. Pamó? Tinta na papel ten mas forsa ki palavra na bentu. Dja du prendé papia Kriolu. Agó du debé prendé skrebe-l", defende John..... Sabé Más


1 Comments:

Blogger Silvenius fla ma...

Fora do arquipélago, é possível que o contacto mais frequente com o crioulo escrito se dê, precisamente, através das letras das músicas que daí nos chegam. E é pena que, mesmo em trabalhos musicalmente excelentes, como um "Di korpu ku alma",a grafia ainda seja tão arbitrária. Por isso, acho justíssimo o elogio ao uso do ALUPEK neste trabalho. Bom motivo para procurá-lo, além do invulgar e, para mim, especialmente comovedor “talaia baxu”…

3:43 da tarde  

Enviar um comentário

<< Volta pa Lantuna

Desde 27/11/2004