Escrita do crioulo em debate

A conferência é bastante oportuna, uma vez que a escrita do crioulo é uma matéria que nunca reuniu consenso – às vezes fica-se com a impressão que é um tabu, pelas opiniões inflamadas que liberta ou mesmo pela ausência de um debate sério. Por outro lado, é preciso falar do ALUPEC, que depois de um período experimental de cinco anos, não mereceu sequer um balanço. Aliás, foi uma experimentação estranha, já que nunca se criou a Comissão de Acompanhamento e Avaliação do processo, fundamental para a implementação efectiva do Alfabeto. Uma conferência sobre a escrita do crioulo é mais oportuna ainda quando urge fazer em torno da proposta do ministro da cultura Manuel Veiga, de fazer do caboverdiano a Língua da Administração e do Ensino. Trata-se de uma “oficialização gradual”, face à impossibilidade de se efectuar uma revisão da Constituição em ano pré-eleitoral. Vamos conversar mais sobre o crioulo, a escrita e o ensino?
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