terça-feira, novembro 09, 2004

"Não sou contra a modernização da rítmica crioula"

As palavras são do músico cabo-verdiano René Cabral e fazem manchete do site da agência informativa cabo-verdiana, Inforpress, num artigo assinado por Elias Tumba.

A reportagem gira em torno da polémica e crescente comercialização, por um lado, e modernização, por outro (nem sempre andam separadas) da música cabo-verdiana.

Leia mais no www.inforpress.cv

3 Comments:

Blogger Silvenius fla ma...

"A necessidade de não se esquecerem da terra e fazerem música nacional" não terá reposta em Princesito, Tcheka ou Vera Cruz? Osvaldo M. Silvestre, aqui em Portugal, vê na ascenção do "zouk" algum cansaço do "discurso da identitário da crioulidade", mas ela parece coincidir com a reelaboração do local. Pessolmente, sou grato às duas vias...

8:52 da tarde  
Blogger Matilde fla ma...

olha, o zouk para mim é uma música que embala, mas quando bem feita. o zouk que os caboverdianos fazem, quase que 90 por cento ou mais peca pelo mediocridade. há excepções, como o Beto por exemplo, mas há casos...eu não sou tradicionalista, porque música não deve ser confinada a um museu, há que evoluir, é por isso que katchass, pantera, tcheka são tão cabo~verdianos como codé, eugénio, bleza. kusé ki bu ta pensa, S.?

12:50 da tarde  
Blogger Silvenius fla ma...

Hum… não me situo facilmente nestas discussões… Simpatizo com a defesa da identidade nacional em países novos, como Cabo Verde, ou em gestação (se ainda os há). Para a discussão entre tradicionalistas e globalizantes, há o truque cómodo de pedir apenas qualidade, seja em que categoria for, não é? E essa encontro-a melhor na chamada Geração Pantera do que nos “zoukistas” (é uma opinião de leigo, apenas…). Depois, partilho consigo a descrença na cristalização da música dita tradicional. Por exemplo, acho dois momentos exemplares na morna: no “Encanto de Cabo Verde” (Bana, Paulino, Luís Morais…) e no “Nós Morna” (Ildo Lobo, Mário Lúcio, Manuel de Novas…). E como se percebe, apesar das fusões geracionais, como são trabalhos de tempos distintos… Também Eugénio Tavares e B. Leza foram inovadores, ao que dizem. (Agora apetecia-me pensar melhor nisto e responder-lhe lá no meu funco, para não atulhar mais a loja deste seu diligente sobrado. Haja tempo. Ciao!).

8:41 da tarde  

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